Vigilância até nas salas de bate-papo

O detetive Edilmar Lima é um profissional experiente, que já trabalhou para várias famílias de classe média investigando o envolvimento de jovens com drogas. Segundo ele, a Internet é, hoje, o principal meio de comunicação entre os adolescentes usuários ou deles com os traficantes de drogas.

"A primeira coisa que tentamos descobrir são os horários e as salas virtuais de bate-papo que os adolescentes freqüentam, porque é pela Internet que eles têm acesso à lista dos fornecedores de drogas", revela.

Lima relata que, certa vez, durante uma investigação, evitou o suicídio do filho de uma cliente navegando pela rede mundial de computadores. Ele disse que ganhou a confiança do rapaz participando das salas de chat (bate-papo). Numa das conversas, o adolescente contou-lhe que pretendia acabar com a própria vida para se livrar das drogas. Detalhou, ainda, como faria e o que usaria para isso. O detetive avisou à família. Assustada, a mãe do jovem vasculhou o quarto do rapaz e acabou encontrando um frasco com veneno. Era exatamente o mesmo produto revelado na conversa virtual com Lima.

Em outro caso, a família desconfiava que o rapaz estava usando drogas. "Acabei descobrindo que ele não só era usuário, mas que pegava maconha com o segurança da escola para revender aos amigos", contou Lima.

Fonte: Jornal de Brasília

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