Detetive Edilmar Lima

Por Cassiano Sampaio

Ele é um dos detetives mais famosos do Brasil, Edilmar Lima, à frente da Central Única Federal dos Detetives do Brasil, em Brasília, investiga casos criminais, localiza pessoas, levanta a vida pregressa de funcionários, rastreia o que as crianças fazem na internet e, principalmente, desvenda traições conjugais.

"50% dos meus casos são de adultério" afirma Lima. São tantos os casos que o detetive conseguiu traçar um padrão. "Ninguém trai de manhã e um dos horários preferidos é o almoço" confidencia o investigador, que está prestes a lançar um livro com parte das histórias fantásticas que viveu ao longo de 10 anos de profissão.

Leia a entrevista e conheça um pouco mais sobre detetives e traições.

Candango: Como é ser detetive no Brasil?

Lima: No Brasil o detetive profissional não é nenhum James Bond ou Sherlock. Não é nenhum herói aventureiro cercado de mulheres, carrões e cheio de sucesso. Aqui, os detetives, precisam ser cautelosos, honestos, discretos e habilidosos. Precisa ser um detetive de verdade, não um sonhador.

Candango: Qual foi seu primeiro caso?

Lima: Meu primeiro caso foi em Taguatinga. Uma traição que descobri e comprovei através de fotos. Foi muito difícil, porquê na época, trabalhávamos com equipamentos de baixa tecnologia, mas conseguimos.

Candango: Quais os casos mais surpreendentes que você já investigou?

Lima: Todos são surpreendentes. Casos de pedofilia, onde o pai coloca fotos da sua filhinha de dois anos na internet. Traição onde o marido é homossexual e a mulher não sabia. Casos de contra espionagem industrial. Funcionários que roubam as empresas onde trabalham. Sempre me surpreendo com os desfechos, por isso escrevi o livro.

Candango: Você já se meteu em alguma enrascada quando está em campana?

Lima: Há pouco tempo fizemos uma investigação em Tocantins que envolvia pessoas importantes do estado. Um caso de corrupção. Se não saíssemos correndo de lá certamente teríamos morrido. Fora isso, em diversos casos já me vi em situações com um revólver na cabeça, ou com uma arma na boca. Na maioria das vezes, bandidos que pensam que somos policiais. Acabei me acostumando, os riscos são inerentes a esta profissão.

Candango: A maioria dos casos que você pega são relativos à traições entre casais. Que dicas você dá para quem está desconfiando do parceiro?

Lima: Primeiro mantenha a calma e não fale nada com seu parceiro. Se você assustá-lo, fica muito difícil descobrirmos a verdade. Depois, chame um profissional, isso vai ser bem melhor do que conviver com a dúvida.

Candango: Qual o maior vacilo de quem trai?

Lima: O celular é um erro recorrente. Os meus clientes sempre começam a desconfiar dos parceiros por causa dos vacilos no celular. Sempre as amantes, ou os amantes, ligam na hora errada.

Candango: Qual o maior barraco, que você já presenciou em suas investigações?

Lima: Uma vez vi um marido pegar uma mulher pelo cabelo e bater com a cabeça dela na parede porquê ela tinha um amante, foi horrível.

Candango: Qual a melhor maneira de preservar um amante?

Lima: O melhor amante é aquele, ou aquela, que sabe que você é casado e aceita sua mulher, ou seu marido.

Candango: Quais são os equipamentos de ponta que você utiliza?

Lima: Micro-câmeras sem fio, receptores de escuta com alcance de 1 km, bloqueadores de escuta e equipamentos anti-grampos. Lembramos que grampos telefônicos são ilegais.

Candango: Você já se arrependeu de ter feito alguma investigação?

Lima: Há um mês infiltramos uma pessoa em uma loja para descobrirmos quem estava roubando os produtos do estoque. O resultado foi que prendemos uma moça de 20 anos, bonita, de classe média. Ela ficou dois dias presa e sei que isso vai acabar com a carreira profissional dela. Não me arrependi, mas fico abalado.

Candango: Estamos em Brasília. É certo achar que aqui existe um forte esquema de espionagem entre políticos e lobistas?

Lima: Aqui, tem muita gente que acha que para subir, tem de pisar na cabeça dos outros. Muitos clientes me procuram para se precaver desse tipo de gente com bloqueadores de escuta em suas salas de trabalho e proteção às suas linhas telefônicas.

Para entrar em contato com o detetive Lima ou para comprar o livro, acesse www.centralunica.com.br  ou http://www.cufdb.com.br/livro.htm

Redação: Portal Candango

 

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