Desconfiança em relação a companhias ou baladas leva ao serviço;
resultados chegam a surpreender
Camilla Haddad - Jornal Estadão
Espionar a mulher ou o marido para descobrir uma possível traição
ainda é uma das principais missões dos detetives, mas, na capital
paulista, dobrou a procura desses profissionais por pais
desesperados em saber os passos dos filhos com idades entre 15 e 17
anos. São várias as preocupações com os adolescentes, a maioria de
classe média: consumo de drogas, namorado novo, amigos e até saber
se o filho é homossexual.
O diretor da Central Única Federal dos Detetives do Brasil (CUFDB),
Edilmar Lima, garante que houve uma mudança significativa nos
últimos cinco anos quando se fala no perfil dos clientes. "No ano de
2003, 40% dos clientes investigavam suspeita de infidelidade. Em
2008, 30% procuram investigar os filhos."
