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ARMAS
Vítimas de crimes contra a pessoa são,
geralmente, fisicamente mais fracos que os criminosos que as atacam. O
aumento na capacidade de defesa de uma mulher proporcionado por uma arma
de fogo é muito maior que o aumento proporcionado para um homem. As
armas de fogo são o grande "equalizador" entre agressor e agredido.
Na convenção do partido Democrata, o Pres. Clinton anunciou sua intenção
de expandir a Lei Brandy de forma a proibir homens condenados por
violência doméstica de adquirir armas. Isto, supostamente, seria uma
forma de reduzir os crimes contra mulheres. Nosso estudo é o primeiro a
oferecer evidência empírica que o efeito produzido é justamente o
oposto: a adoção da Lei Brandy está associada a mais assaltos e
estupros. As estimativas exageradas da Sra. Brandy sobre o número de
malfeitores que tiveram acesso negado a compra de armas, constituem um
fraco indicador sobre o impacto da lei na criminalidade.
Nós também coletamos dados sobre a suspeita
de que cidadões armados são mais propensos a cometer crimes. A raridade
desses incidentes é espelhada nas estatísticas da Flórida: mais de 300
mil portes de arma foram expedidos entre 31 de outubro de 1987 e 31 de
dezembro de 1995, mas somente 5 crimes violentos foram cometidos nesse
período e nenhum desses resultou em fatalidade. Isto significa duzentos
avos de um porcento num período de 8 anos, ou seja: menos que um
milésimo de 1% de taxa de mal uso por ano.
E o que dizer de confrontos em acidentes de
trânsito? Será que os possuidores de porte de arma são mais propensos a
usá-las nessas situações? Em 31 estados, alguns dos quais possuem leis
liberais do porte de arma há décadas, existe um único incidente
registrado (aconteceu esse ano no Texas) no qual um cidadão possuidor do
porte usou sua arma após um acidente de trânsito. Mesmo nesse caso, o
tribunal julgou sua ação como legítima defesa: ele estava sendo
violentamente agredido pelo outro motorista.
E o que dizer de mortes acidentais? O número
de mortes acidentais por armas curtas nos EUA é menor que duzentos por
ano. Nosso estudo conclui que se os estados que ainda não adotaram as
leis do porte livre as adotarem, este número aumentará em cerca de mais
nove(9) casos por ano. Este é o um número pequeno se considerarmos as
1570 (no mínimo) mortes que serão evitadas.
Embora nenhum estudo, per si, será capaz de encerrar o debate sobre
porte de arma, o nosso é o primeiro a fornecer evidências de forma
sistêmica e em nível nacional. Em comparação, o maior estudo
anteriormente feito examinou apenas 170 municípios durante um único ano.
Os quase 50 mil registrado em nossa base de dados permitem-nos levar em
consideração uma série de fatores que nunca foram considerados por
outros estudos sobre o crime, muito menos por estudos sobre porte de
arma. Entre outras coisas, nossas metodologias levam em conta taxas de
condenações, sentenças de prisão, mudanças na legislação de armas,
período de espera, renda percapita, pobreza, desemprego, mudanças
demográficas e a imposição de penalidades adicionais pelo uso de uma
arma de fogo em um crime.
Proibir o cidadão honesto de portar uma arma não acaba com a violência,
apenas o torna mais vulnerável ao ataque. O mero tamanho e consistência
metodológica de nosso trabalho deveria, ao menos, fazer com que aqueles
que se opõe ao porte de arma parem para pensar. A oportunidade de
reduzir a taxa de homicídios, simplesmente relaxando as leis restritivas
ao porte, é atraente demais para ser ignorada.
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