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ARMAS


Mais Armas Significam Menos Crimes.

Por: Professor Jonh R. Lott Jr.

Escola de Direito da Universidade de Chicago

Para o Partido Democrata, a solução para os crimes violentos é obvia: mais controle sobre as armas. Os discursos proferidos na convenção do partido por James e Sarah Brandy estavam recheados com a triste história de seus sofrimentos pessoais.

Embora os argumentos empregados por ambos os lados sejam reais, a questão crucial sobre qualquer controle de armas é a seguinte: Qual é o seu efeito? Mas vidas serão salvas? Elas inibem o crime ou o estimulam? Testemunhos pessoais obviamente não contribuirão para a solução do debate. Para obter uma resposta mais coerente sobre o assunto, completei recentemente, um estudo sistêmico sobre um tipo de controle de armas: as leis sobre o porte oculto de arma, também conhecidas por Leis do Porte Livre.

Trinta e um estados americanos dão aos seus cidadões o direito de portar armas se eles não tiverem ficha policial ou registro de doença mental importante. Meu estudo, em conjunto com David Mustard, um estudante de pós-graduação em economia da U. de Chicago, analisou as estatísticas disponíveis do FBI para 3054 municípios americanos entre 1977 e 1992.

Nossas conclusões são dramáticas. Nossas estimativas mais conservadoras mostram que ao adotar leis favoráveis ao porte de arma os estados reduziram os assassinatos em 8,5%, estupros em 5%, roubos em 3% e assaltos em 7%. Se esses estados, que não concediam porte de arma em 1992, tivessem adotado então as atuais leis do porte livre, teriam sido evitados 1570 assassinatos, 4177 estupros, 60000 assaltos e 12000 roubos. Em outras palavras, descobrimos que os criminosos respondem racionalmente às ameaças contra suas atividades.

Os benefícios do porte de arma não se limitam apenas àqueles que as portam ou as utilizam em defesa própria. O simples fato dessas armas estarem ocultas mantém os criminosos incertos quanto a capacidade da vítima em potencial retrucar com força letal. A possibilidade de que qualquer um pode estar armado torna pouco atraente o ataque a qualquer pessoa. De fato, os cidadões desarmados pegam carona na segurança provida por seus colegas armados.

Nosso estudo revelou que, enquanto alguns criminosos passam a evitar crimes potencialmente violentos após a adoção das leis do porte livre, eles não abandonam, necessariamente, a vida criminosa. Alguns votam-se para atividades onde a possibilidade de um confronto armado com uma vítima é menor. De fato, um sub-produto das leis do porte livre é que, enquanto caem as taxas de crimes contra as pessoas, aumentam os crimes contra a propriedade (furtos de automóveis e roubos em máquinas de venda automática, por exemplo). Entendo que esta é uma troca aceitável para a sociedade.

Nosso estudo também revelou alguns dados surpreendentes. Enquanto nas grandes cidades, onde a criminalidade é maior, é grande a oposição ao porte de arma liberal, é justamente ali que se observam as maiores reduções nas taxas de crimes com vítimas. Em cidades com mais de 200 mil habitantes, por exemplo, as leis do porte livre produziram uma queda média na taxa de homicídios de 13%. A metade das cidades com maior índice de estupros viram esse tipo de crime baixar em mais de 7%.

Uma arma oculta parece ajudar mais às mulheres que aos homens. As taxas de homicídios caem quando ambos os sexos portam mais armas, mas o efeito é especialmente pronunciado quando as mulheres são estudadas em separado. A existência de mais uma mulher armada reduz a taxa de homicídios para mulheres em cerca de 3 a 4 vezes mais que a existência de mais um homem armado reduz as taxas de homicídios para homens.

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